Archive for May, 2008

Reseña del libro:
Periodismo de sucesos
Montserrat Quesada
Editorial Síntesis, 2007
La información sobre sucesos ocupa una importante parte del menú informativo de los medios impresos, de los audiovisuales y de los cibermedios. Las noticias sobre sucesos violentos, sobre accidentes o sobre catástrofes son protagonistas a diario en la práctica totalidad de los medios de comunicación. Se trata de una información demandada por los usuarios, muy seguida por diferentes segmentos de ciudadanos en todos los soportes y con unos mensajes cargados de impacto emocional. Estamos, pues, delante de una modalidad de periodismo que influye en la opinión pública y, por tanto, sobre la que hay un especial seguimiento de los expertos para intentar mejorarla, principalmente porque maneja cuestiones tan delicadas como la dignidad, la intimidad, y la inocencia o culpabilidad de personas.

Los sucesos, que despiertan interés por la ruptura con la normalidad que implican, pueden tratarse con unos criterios profesionales de responsabilidad o con ciertas frivolidades que, con frecuencia, vemos en algunos medios de comunicación. No hay duda que resulta fácil hacer amarillismo no sólo con este tipo de información, sino con los más variados temas. Pero no es menos cierto que el sensacionalismo que invade los territorios del periodismo considerado serio hace estragos muchas veces con los sucesos como bandera.

Ni que decir tiene que por las características de la información que se trata disponemos, desde la segunda mitad del siglo XX, de una serie de preceptos y convenciones que deben seguirse siempre que se busque ofrecer calidad informativa. Quizá por eso también hay que introducir actualizaciones para afrontar la complejidad actual de cualquier información. Algunas nos las ofrece Montse Quesada en su último libro, en el que analiza muchas informaciones publicadas y diferentes cabeceras y en el que se ofrecen consejos para ayudar a los periodistas a tratar los sucesos con rigor y con honestidad profesional.

En este libro para periodistas y para futuros profesionales de la comunicación, Quesada defiende la vía de la especialización como camino para mejorar la información de sucesos. Sostiene que para utilizar una metodología adecuada, el periodista de sucesos precisa formación sobre los siguientes ámbitos: la criminología, las Fuerzas y Cuerpos de Seguridad del Estado, la Administración de Justicia, el Derecho penal y procesal, y la psicología y psiquiatría forenses. Y propone un conjunto de técnicas específicas que garantizan la calidad del mensaje final.

El resultado del trabajo de Montse Quesada es un manual muy útil para profesionales porque sugiere nuevas vías  para bucar información y para ofrecer contenidos diferenciados y solventes. Estamos, pues, delante de un libro que llama la atención sobre lo fácil que es hacer sucesos con acentos sensacionalistas y ofrece fórmulas para que esta información, que tiene tanta demanda en algunos sectores ciudadanos, responda a los principios básicos de la calidad informativa.

Recientemente se han publicado los nuevos informes de la WAN elaborados en el contexto de su programa llamado Modelar el futuro del periódico. Por un lado, se pueden consultar datos e interpretaciones de estos datos sobre la evolución de los medios digitales de setenta compañías mundiales en el “2008 World Digital Media Trends” y, por otra parte, el “Scenario Planning for Newspaper Companies” examina cómo los periódicos pueden valerse de un proceso de planificación de escenarios con el objetivo de anticipar los cambios en las fuerzas del mercado, la competencia, la audiencia y las nuevas tecnologías, contribuyendo a evitar así las posibles dificultades que puedan surgir.

El punto de partida de estos informes es el hecho observable de que en los últimos años la industria de los medios de comunicación ha sufrido un gran número de cambios a distintos niveles: internos, si hacemos referencia a la construcción del discurso mediático y, por otra parte, también se han dado importantes cambios externos, como el que ha experimentado la dinámica del comportamiento del usuario/lector.

En este contexto, los medios on-line emergen como un nuevo ámbito del periodismo y los editores trabajan teniendo en cuenta los escenarios que definen a industria periodística hoy en día: se está observando una preocupante recesión en el consumo de medios impresos por parte de los lectores además de un desinterés de la industria publicitaria por el sector, pero al mismo temo, también se comprueba que las oportunidades ofrecidas por las plataformas emergentes (on-line o telefonía móvil) son vías de negocio a explotar.

Em um congresso dominado pela preocupação com a participação da audiência e o futuro do Jornalismo, a mesa sobre Periodismo Ciudadano, ou Jornalismo Cidadão, no III Congreso Internacional de Periodismo en La Red , que aconteceu na Universidad Complutense de Madrid nos dias 23 e 24 de abril, era uma das mais aguardadas e contou com o criador do mais novo projeto de jornalismo independente (como ele próprio define) na Espanha, o site colaborativo Soitu.es. Gumersindo Lafuente, ex-diretor do El Mundo online, que alçou o site ao posto de um dos mais bem sucedidos da Europa, iniciou e dirige o projeto há um ano, mas não esclareceu uma das principais dúvidas do público: a linha editorial do projeto.
“Estamos tentando mudar o rigor do jornalismo tradicional com uma redação composta de jovens, estudantes, e pessoas mais experientes, como eu”, disse. Por “rigor do jornalismo tradicional” entende-se a dificuldade dos meios em compartilhar seu protagonismo e em entender as novas regras da indústria da informação. Lafuente alfinetou as TVs públicas, “que fazem propaganda do governo com dinheiro público, o que deveria ser criticado permanentemente pelos jornalistas e estudantes, mas ninguém fala nada. Estamos permitindo que nosso ofício seja pervertido. Mas nos meios digitais, com um pouco de talento, pode-se publicar informação de forma mais indepentende”, acredita.

O modelo de colaboração do Soitu prevê o cadastro do usuário para mandar notícias e pagamento de 20 euros se esta for publicada na home. Os dezoito jornalistas diretamente envolvidos na edição podem promover o usuário a “superusuário” e deixá-lo subir fotos, vídeos e classificar seus textos com tags, para que apareçam nas seções temáticas e homes. Além disso, o colaborador pode manter seu próprio blog e publicar os posts na home do site. O projeto ainda não é rentável, e Gumersindo imagina que em dois anos e meio ele poderá ser, se tiver um determinado número de audiência com perfil interessante para a publicidade. “Se não conseguir isso, o site deve ter utilidade, e não dependerá só da quantidade de audiência mas de suas qualificações”, avalia.

Geralmente um site de informação associado a uma marca já conhecida em papel traz resultados de audiência mais rapidamente, mas não é essa a intenção de Gumersindo. “Preferimos renunciar a isso e ter um jornalismo independente”, insiste. E dá um conselho aos estudantes: “comece a explorar os blogs, tens que utilizar a ferramenta e o talendo para fazer com que te leiam”.

Por: Daniela Osvald Ramos

Leia nos próximos posts:
>>José Cervera, blogueiro do 20 minutos diz que “sem produto não há Jornalismo”
>> Convergência de mídias?

Mais:
Espanha discute webjornalismo: Na abertura do congresso, Jean-François Fogel diz que “os jornalistas precisam responder à demanda da audiência”. Leia também as Competências do jornalista na era digital, com as dicas de José Luis Orihuela

Ainda na mesa de jornalismo participativo, o blogueiro José Cervera iniciou sua fala enérgica afirmando que “nossos problemas vem do problema em definir a profissão. Não temos claras as raízes da profissão, o que é uma notícia e o que é um meio de comunicação, então como vamos estar seguros do que é e como formar um jornalista?”.

As coisas se complicaram mais ainda, segundo Cervera, porque não sabemos o que define “um meio de comunicação”. Antes, segundo ele, era deter um canal de distribuição, ter uma uma concessão de rádio, TV ou parque gráfico. Hoje o canal de distribuição está a disposição de todos, é a internet. “Precisamos nos diferenciar do Google, You Tube, e se não tivermos claro uma alternativa própria, não conseguiremos”. “Pois não vou deixá-los na mão”, continuou, “para mim um meio de comunicação é uma empresa que proporciona respaldo e estrutura para que seus empregados trabalhem, que tenha uma marca e um departamento de marketing para vender seu produto. Um meio de comunicação deve ser um produto, que seja único, diferente. Como fazer isso na internet? O primeiro clique já perdemos, pois é do Google. Então temos que buscar o segundo, estar na lista de busca do Google. Temos que fazer bons produtos, pois sem produto não há meio e sem meio não há jornalistas”.

Em meio ao cenário nublado da crise do produto jornalístico e do papel da audiência cada vez mais ativa, Rosa Jiménez, da Prisacom, apresentou o Yo Periodista, seção para participação dos usuários na versão online do El País. Sem conclusões ou uma definição clara do que a empresa pretende com a seção, Jiménez disse, porém, que “é um poder para o jornal dar a possibilidade das pessoas terem um site (o El País também disponibiliza a criação de blogs pelos usuários) que as pessoas ‘achem’ que é delas”.

O conteúdo da maioria dos textos que os usuários publicam no Yo Periodista versa sobre violência esportiva e catástrofes naturais, casos nos quais naturalmente a colaboração dos usuários costuma ser alto. E garantiu que, com uma equipe de oito pessoas para manter a qualidade da seção, “muda a função do jornalista e há mais trabalho do que nunca”.

novosmedios

Congervência de mídias?

A formação da mesa e a discussão sobre convergência de mídias e novos formatos informativos e de entretenimento no III Congreso de Periodismo en La Red só confirmou a confusão em torno do tema

Além da participação da audiência, a convergência de mídias é outro assunto que preocupa o mundo do Jornalismo, apesar do termo ter um significado controverso. Guiomar Del Ser, da empresa de mídia espanhola Vocento, disse que a convergência é “um estado mental” e citou uma das notícias mais populares dos últimos tempos na Europa como um exemplo de que os meios, especialmente o jornal impresso, não estão fazendo a chamada convergência. Quando a primeira mulher a ser ministra da defesa na Espanha, Carme Chacón, passou em revista as tropas do exército espanhol grávida, com o tradicional “Capitán, mande firmes!”,  todos os portais noticiaram imediatamente, com fotos, áudios, textos. Ou seja, a notícia estava dada. No outro dia, a mesma coisa na capa de todos os jornais do país. “Se repete, não se converge, e é um momento crítico, pois a internet e os meios digitais podem sustentar o crescimento dos meios de comunicação”, opina Del Ser.

Para Pilar Gómes-Borrero, do Grupo Zeta, convergência é a sinergia entre papel e meios digitais. Pilar citou vários exemplos, como o site da revista  Cuore, que vende bolsas e acessórios que aparecem na versão impressa, ou a revista Man, que na internet virou um webzine que antecipa a edição  impressa.  A estratégia é “buscar integração entre papel e web”, mas também investir em outros formatos, como o Club Canalla, rede social que tem como tema a noite, música, festas, e é um dos investimento do grupo.

A diretora da agência de notícias EFE, Paloma Rupérez, foi quem mostrou mais clareza sobre o assunto. “Entendo a convergência como o Professor Ramón Salaverría, da Universidade de Navarra, que acontece no nível empresarial, tecnológico, profissional e comunicativo”. “A convergência pode existir em um grupo de comunicação multimídia. Na EFE temos um caminho concreto, que é formar, no dia a dia, o profissional para escrever notícias escritas e fazer vídeo. Um exemplo de integração de uma redação seria uma com pessoas de todas as áreas e de todas as mídias”, avaliou. Nos Jogos Panamericanos a EFE fez parceria com a rede de televisão TVE e vendeu também uma cobertura em vídeo.

Questionada quanto ao site da EFE ter pouca informação aberta ao público, Rupérez diz que “sim, seria melhor para nossa imagem termos mais conteúdos abertos, mas isso poderia ferir nossos contratos de venda de informação”.

Onte celebrouse en Santiago de Compostela o III Día do Emprendedor. Nesta xornada, promovida polo Ministerio de Industria, Turismo e Comercio asistimos ás conferencias de emprendedores de éxito sobre o seu modelo de negocio, sobre a utilización de Internet e o software libre como punto de partida das súas empresas.

Este é o caso de Panoramio, unha start-up nacida no sur de Alacante no ano 2005 que Google mercou no pasado ano 2007. Eduardo Manchón, un dos seus socios fundadores e ideólogos narrou a súa experiencia como empresario emprendedor e explicou a filosofía do seu traballo:”é importantísimo aproveitarse do novo modelo de traballo: o traballo en rede”. Así naceu Panoramio, unha empresa que, nos seus inicios, se dedicaba a darlle cabida ás fotos dos internautas no seu servidor e permitía asocialas ao lugar exacto onde se realizara a captura da imaxe mediante os mapas de Google Earth. Como di Eduardo Manchón, “o traballo pasou a ser cousa dos usuarios e son eles os que constrúen unha comunidade forte e dinámica; nós debemos estruturar esa comunidade e darlle sustento ideolóxico e tecnolóxico”.

Panoramio continuou a medrar e o xigante Google interesouse pola iniciativa. Nun primeiro momento recomendándoa aos seus usuarios para, no ano 2007, mercar a empresa. Pero, onde radica o éxito de Panoramio? Como di Eduardo Manchón: “o éxito radica no traballo; o máis importante non é ser o primeiro en ter unha idea, senón que o que importa é saber desenvolvela e executala dentro do modelo en rede que Internet acolle; o importante é ser flexibles, traballar e saber aprender dos erros”.

El Observatório do Ciberjornalismo, del Centro de Estudos das Tecnologías e Ciências da Comunicaçao (CETAC.media) organiza el I Congresso Internacional de Ciberjornalismo, teniendo como pilar temático el denominado “periodismo 3G”. Primeras figuras de la investigación en el ámbito del periodismo on-line debatirán sobre la convergencia y la multitextualidad, los blogs, la confirmación del “periodismo del ciudadano”, etc.

Son muchos los desafíos que tiene que afrontar el ciberperiodismo y en este congreso se analizarán las líneas básicas de evolución del modelo ciberperiodístico, a la vez que se actualizarán los conocimientos científicos generados alrededor del tema.

El plazo para la presentación de propuestas de comunicación está abierto hasta el 20 de junio. Para más información: página oficial del congreso.